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CIENTISTAS APRISIONAM PULSO DE LUZ EM UMA NUVEM GELADA DE ÁTOMOS.

           Dois grupos de pesquisadores nos EUA realizaram independentemente o mais complicado e audacioso "crime" da história da ciência: sequestraram a luz.
           É bem verdade que ela foi libertada rapidamente, apenas um milésimo de segundo depois. Mas, para algo que costuma viajar a 300 mil quilômetros por segundo, ficar parado todo esse tempo é quase uma eternidade - ou, pelo menos, o bastante para percorrer 300 quilômetros.
           Nos dois experimentos, cometidos no Estado de Massachusetts, a única diferença foi o cativeiro. Enquanto a equipe do Centro Harvard - Smithsonian para Astrofísica usou átomos de rubídio, o grupo do Instituto Rowland para Ciência preferiu sódio.

           Em condições normais, esses aglomerados de átomos são opacos, ou seja, não deixam a luz passar por eles. Entretanto, ao reduzir drasticamente a temperatura, aproximando-a do zero absoluto( -273ºC ), e disparar um laser sobre a nuvem, ela fica transparente.
           Após preparar o conjunto de átomos dessa maneira, os pesquisadores diapararam um pequenopulso de laser ( um feixe de luz composto por cerca de 27 mil fótons ) para dentro da nuvem.

           Quando o pulso estava no meio do caminho, eles desligaram o feixe que mantinha o aglomerado de átomos transparente. O corpo voltou a ser opaco, e o pulso de luz ficou preso lá dentro.
           As características do pulso foram absorvidas e armanezandas pelos átomos da nuvem. quando o feixe voltou a ser ligado, ativando novamente a transparência, o pulso de luz concluiu seu percurso, saindo pelo outro lado.

           Apesar das dificuldades que surgem da necessidade e baixas temperaturas, o refinamento da tecnologia pode ajudar na criaçãode computadores mais rápidos - usando os fótons armazenáveis para codificar informação.
           "Estamos muito longe de imaginar um computador quântico funcional, embora nossos resultados possam ser um pequeno passo nessa direção", disse à Folha Chien Liu, autor principal do experimento feito com átomos de sódio, descrito na próxima edição da revista "nature". O material foi divulgado antes da publicação somente para companhar o outro estudo, na edição de janeiro da revista "physical Review Letters".

Fonte: Folha Ciência, 20 de Janeiro de 2001.

Fonte: "Nature", vol. 409, 25 janeiro 2001

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